Dependendo do número de máquinas que a rede vai ter, podemos configurá-las de maneira manual, porém por conveniência é bem mais prático colocarmos um servidor de DHCP no nosso gateway para facilitar a configurações de nossas máquinas internas.
Edite então o arquivo /etc/dhcpd.conf:
# mcedit /etc/dhcpd.conf
e inclua a seguinte configuração:
Dessa forma você terá um servidor de IP automático, onde a máquina sempre vai ter o mesmo IP em virtude do mesmo ser atribuído de acordo com o MAC Address da placa de rede do PC cliente.
Agora é só utilizar!
Com esse artigo pretendi disponibilizar uma forma prática e rápida de levantar um servidor de internet com DHCP. É claro que devem haver muitos tutoriais para isso, porém nem sempre usuários iniciantes conseguem ter acesso ao material.
Caso vocês achem
interessante, disponibilizarei também como incluir junto no servidor a utilização do proxy, que aumenta e muito a qualidade do acesso, ajudando o nosso link que nem sempre rende o esperado, do mais é somente isso por enquanto.
Apenas uma contribuição de arquitetura do slack:
coloque os modprobe no /etc/rc.d/rc.modules, que é o script padrão de carregamento dos módulos. Ele é executado antes de vários outros, assim podendo carregar módulos que são pré-requisitos de, por exemplo, placas de rede.
Crie as regras do iptables em um script separado, o qual você pode colocar uma chamada ou no rc.local (como está sendo feito) ou no rc.inet2 (o que faz mais sentido). No rc.local, é
interessante pois a manutenção fica msi centralizada das alterações locais, em contrapartida o serviço de forward será inicializado por último na estação.
Assumindo que existe o /etc/rc.d/rc.firewall, que dispara as regras do iptables, adicione em um dos arquivos citados (mantendo o padrão do slack)
if [ -x /etc/rc.d/rc.firewall ]; then
. /etc/rc.d/rc.firewall
fi;
Outra dica de arquitetura, agora em relação a subir as placas de rede, é o fato de automatizar o ifconfig ... up e o pegar o ip por dhcp.
Existe um arquivo, não executável, que contém as configurações de N placas de rede: /etc/rc.d/rc.inet1.conf
Lá, existem as seguintes diretivas:
IPADDR[0]=""
NETMASK[0]=""
USE_DHCP[0]=""
DHCP_HOSTNAME[0]=""
Respectivamente, é o seguinte:
1) ip da placa de rede que será o eth0
2) máscara da rede que a placa está ligada
3) caso o ip seja obtido via dhcp, coloque yes nesta linha e não coloque nada ("") na linha 1 e 2 da interface atual
4) caso saiba o hostname do servidor dhcp, coloque aqui. Vazio caso queira que um pacote broadcast seja mandado.
Esse arquivo contém vários grupos dessas diretivas, uma para cada interface de rede.
extra
netconfig A maneira preferida do ajuste - acima de sua conexão de rede é com o uso do programa do netconfig. Funcionar isto porque a raiz e você serão apresentados com uma série das perguntas à resposta. O programa editará então a lima de rc.inet1.conf. Você necessitará também a sustentação da semente para seu cartão da rede. O programa do netconfig pode sondar seu sistema para um cartão da rede e permiti-lo. Ou você pode editar /etc/rc.d/rc.modules e selecionar seu cartão. Você pode, naturalmente, editar as limas da configuração de rede à mão. São /etc/rc.d/rc.inet1.conf e /etc/rc.d/rc.inet2, que são discutidos em um detalhe mais grande abaixo. Sustentação de DHCP Começando com Slackware 7.0, o programa do netconfig perguntará se você quiser usar DHCP para sua instalação da rede. Ou você pode editar rc.inet1.conf para funcionar /sbin/dhcpd para você. Ser certo que você tem a sustentação da semente para seu cartão da rede permitido (o netconfig pode fazer este para você). rc.inet1 o papel de rc.inet1 é simples: configura seus dispositivos do trabalho em rede e ajusta acima seu roteamento. Essencialmente, rc.inet1 é a lima que lhe dá uma rede no primeiro lugar, lendo opções dos config de sua lima dos config: rc.inet1.conf. Esta lima da configuração é consideravelmente simples, ele suporta até 3 dispositivos diferentes do trabalho em rede. Para cada dispositivo há uma seção como o seguinte: # informação dos Config para eth0: IPADDR [0] = "" NETMASK [0] = "" USE_DHCP [0] = "" DHCP_HOSTNAME [0] = "" Seu IP address (IPADDR) que você pode começar de seu administrador da rede. O netmask está indo quase sempre ser 255.255.255.0, a menos que sua máquina estiver no alto do subnet (em que caso você provavelmente não necessita esta página). USE_DHCP e DHCP_HOSTNAME são usados se você alugar um IP address de um usuário de DHCP. No fundo de rc.inet1.conf você encontrará: # IP address da passagem do defeito: "" de GATEWAY= # mudança isto a “sim” para a saída eliminar erros ao stdout. Infelizmente, # /sbin/hotplug parece incapacitar o stdout assim que você verá somente a saída eliminar erros # quando rc.inet1 for chamado diretamente. DEBUG_ETH_UP= " não " A PASSAGEM está indo geralmente ser a primeira máquina em seu subnet (embora não pode ser… pede sua rede admin.). DEBUG_ETH_UP pode ser usado para finalidades eliminando erros. rc.inet2 rc.inet1 dá-lhe uma rede; rc.inet2 termina o trabalho da configuração de rede funcionando o material nessa rede. Todos os serviços ou daemons que usarem a rede devem ser começados desta lima. A maioria dos certificados do rc na carga de começar daemons gostam do inetd, do sshd, do ligamento, do NFS, etc. começam chamados de rc.inet2. Outros daemons (httpd, mysql, samba, etc.) começam chamados pelos certificados do init funcionados do rc. M, assim que que é onde você pode querer olhar, se você necessita os incapacitar (ou para ver como trabalha; -)
Particionando com o cfdisk
O cfdisk é um programa simples, de modo texto. Se você é iniciante, vai se sentir mais confortável usando o gparted, o Partition Magic (no Windows) ou o particionador oferecido durante a instalação do Mandriva. Basta dar boot com um CD do Mandriva, ou do Mandrake 9.0 em diante, seguir até o particionamento do disco e abortar a instalação depois de fazer o particionamento. Ele é bem fácil de usar e oferece a opção de redimensionar partições Windows.
Caso o HD já esteja particionado basta selecionar a opção "Quit" na janela do cfdisk, ou pressionar a tecla "q" para prosseguir com a instalação. Para alternar entre as opções dentro do cfdisk, use as setas para a esquerda e direita no teclado; para selecionar uma opção tecle Enter.
Dentro do cfdisk, use as setas para cima e para baixo para selecionar uma partição ou trecho de espaço livre e as setas para a direita e esquerda para navegar entre as opções, que incluem:
Delete: Deletar uma partição, transformando-a em espaço livre. Use esta opção para deletar partições já existentes no HD para poder criar novas.
Create: Cria uma partição usando um trecho de espaço livre. O assistente perguntará sobre o tamanho da partição, em megabytes. Você terá ainda a opção de criar uma partição primária e uma partição extendida.
Você pode criar no máximo de quatro partições primárias, uma limitação que vem desde o PC-XT. Mas, por outro lado pode criar até 255 partições extendidas. Todas as versões do Windows e do DOS exigem que sejam instaladas numa partição primária, mas no Linux não existe esta limitação.
Você pode criar quantas partições for necessário e instalar o Kurumin em qual delas preferir.
Maximize: Redimensiona uma partição, para que ela ocupe todo o espaço disponível no HD. O processo não é destrutivo, pois o sistema simplesmente adiciona o espaço adicional no final da partição, sem mexer no que está gravado, mas de qualquer forma é sempre saudável fazer um backup.
Type: Altera o sistema de arquivos da partição (Linux, FAT, Linux Swap, etc.). Lembre-se de que você deve ter no mínimo uma partição Linux e outra Linux Swap.
Bootable: Esta é mais uma opção necessária para partições do Windows ou DOS, mas não para o Linux. Mas a regra básica é que ao usar várias partições, a partição onde o sistema operacional está instalado seja marcada com este atributo.
Write: Salva as alterações.
Quit: Depois de fazer as alterações necessárias e salvar, só falta sair do programa ;-).
Basicamente, ao usar o cfdisk, você deve criar duas partições, uma maior para instalar o sistema e outra menor, de 500 MB ou 1 GB para a memória swap. Ao deletar uma partição antiga você seleciona o trecho de espaço livre e acessa a opção Create para criar uma partição Linux para a instalação do sistema. Para criar a partição swap, você repete o procedimento, criando uma segunda partição Linux, mas em seguida você acessa a opção Type e pressiona Enter duas vezes para que o cfdisk a transforme numa partição swap. Criadas as duas partições, é só salvar e sair.
O cfdisk não oferece nenhuma opção para redimensionar partições. Para isso você deve usar o gparted, ou outro particionador com que tenha familiaridade, como o Partition Magic ou o particionador usado durante a instalação do Mandrake por exemplo (basta iniciar a instalação até chegar ao particionamento do disco, alterar o particionamento, salvar e em seguida abortar a instalação).
Lembre-se de que o cfdisk deve ser usado apenas se você deseja deletar ou criar partições no HD. Se você quer apenas instalar o Kurumin numa partição que já existe (mesmo que seja uma partição do Windows ou esteja formatada em outro sistema de arquivos qualquer), pode dispensar o cfdisk, basta sair sem fazer nada. A formatação propriamente dita é feita mais adiante durante a instalação.
Alguns programas de particionamento (como o do instalador do Mandrake) criam tabelas de partição que não são entendidas pelo cfdisk. Neste caso, ao abrir o cfdisk você receberá uma mensagem de erro sobre a tabela de partição. Isto não significa necessariamente que exista algo errado com o seu HD, apenas que o cfdisk não conseguiu entender a tabela de partição atual.
Isto é perfeitamente normal, basta pressionar Enter para fechar o cfdisk e prosseguir com a instalação. O único problema neste caso é que você terá que recorrer a outro programa para reparticionar o HD. Como disse acima, você pode usar um CD de instalação do Mandriva, prosseguir até a parte de particionamento do disco e depois abortar a instalação.
Se você quer apenas usar o cfdisk para reformatar o HD, sem se preocupar com os dados, você pode fazer o cfdisk eliminar a tabela de partição do HD, criando uma nova tabela em branco. Esta opção é perigosa (vai apagar todos os dados), por isso não foi incluída no instalador. Se você quiser usá-la, abra o Root Shell encontrado em Iniciar > Configuração do Sistema e chame o comando "cfdisk -z" e particione o disco a seu gosto. Lembre-se, esta opção vai destruir todos os dados do HD.
O gparted é um particionador gráfico, bem mais amigável. Ao usá-lo, é importante observar que todas as partições do HD devem estar desmontadas, ou seja, elas não devem estar em uso. Ao dar boot com o CD do Kurumin, todas as partições ficam por padrão desativadas. Elas são montadas quando você clica sobre os ícones das partições dentro do "Meu Computador" para ver os arquivos. Para desmontá-las, clique com o botão direito sobre o ícone e acione a opção "Desmontar".
Na tela principal, você verá um "mapa" do HD, com todas as partições disponíveis e pode criar, deletar e redimensionar partições a partir dele. Neste exemplo, tenho uma partição Windows de 6 GB, formatada em NTFS, onde apenas 1.4 GB estão usados (a parte que aparece em amarelo no "mapa"). É possível redimensionar a partição reduzindo seu tamanho para algo próximo do espaço ocupado, 2 ou 3 GB por exemplo.
Você pode usar o gparted para redimensionar a partição do Windows e liberar espaço para o Kurumin. Ele é capaz de redimensionar tanto partições FAT32 quanto partições em NTFS. A única exigência é que antes de redimensionar você deve primeiro desfragmentar a partição alvo (reinicie e use o defrag do próprio Windows). Caso a partição não esteja desfragmentada ele aborta a operação para evitar qualquer possibilidade de perda de dados.
Para redimensionar, clique na partição e em seguida sobre a opção "Redimensionar/Mover", onde você pode ajustar o novo tamanho da partição.
As alterações não são feitas automaticamente. Depois de revisar tudo clique no "Aplicar" para que as modificações sejam aplicadas. O gparted utiliza vários outros programas para checar as partições e fazer o trabalho pesado. Clique no botão "Details" para ver os passos que estão sendo executados.
O gparted tem como principal objetivo evitar perda de dados, de forma que sempre que ele encontra algum problema na partição, a operação é abortada. O problema mais comum ao redimensionar partições Windows é o fato da partição estar fragmentada. O gparted não tenta mover arquivos dentro da partição, ele apenas altera seu tamanho. Se houver arquivos gravados no final da partição, ele se recusará a tentar redimensioná-la, para evitar que estes arquivos sejam perdidos. Para corrigir o problema, volte ao Windows e desfragmente a partição.
Depois de concluído, você ficará com um bloco cinza, que representa espaço livre, não particionado. Para criar uma nova partição, clique com o botão direito sobre ele e em seguida sobre o botão "Novo". Na tela seguinte você pode escolher o sistema de arquivos em que a partição será formatada, seu tamanho e também se ela deve ser criada como uma partição primária, ou uma partição lógica. Lembre-se de que você só pode criar quatro partições primárias, ou até três primárias e uma extendida, com várias partições lógicas dentro dela. Ao terminar, clique no "Adicionar" para concluir a alteração.
Note que as alterações são realmente aplicadas apenas ao clicar sobre o "Aplicar". Se mudar de idéia, basta usar o botão "Desfazer".
Para instalar, você precisa de uma partição Linux, formatada em ReiserFS, EXT2 ou EXT3, e uma partição swap. A partição swap não é realmente obrigatória, você até pode passar sem ela se tiver 512 MB de RAM ou mais. Porém, mesmo com bastante memória RAM, é recomendável usar uma partição swap, pois ela permite que o sistema remova bibliotecas e arquivos que não estão sendo usados da memória, em caso de necessidade, deixando mais memória livre para rodar os aplicativos nos momentos em que você estiver rodando muita coisa ao mesmo tempo e o PC estiver sofrendo para acompanhá-lo :-).
Muita gente tem uma imagem errada do uso da memória swap por causa da forma burra como ela é gerenciada no Windows 98. Nele, mesmo com muita memória disponível, o sistema insiste em fazer swap, prejudicando o desempenho e tornando o sistema menos responsivo.
No caso do Linux, principalmente ao usar uma distribuição recente, com o Kernel 2.6, o gerenciamento é feito de forma muito mais inteligente. O sistema leva vários fatores em conta na hora de decidir se usa swap ou não, usando-a apenas em casos de real necessidade, ou quando seu uso vai melhorar o desempenho do sistema.
Usar swap para melhorar o desempenho parece paradoxal. Afinal, a swap é centenas de vezes mais lenta que a memória RAM e tudo que é colocado nela demora muito tempo para ser reavido. Porém, quando você abre muitos aplicativos e a memória RAM começa a acabar, mover para a swap arquivos e bibliotecas que possuem pouca chance de serem usados novamente faz sentido, pois libera memória para uso dos aplicativos que você realmente está usando.
Outra coisa a levar em consideração é o cache de disco, espaços de memória que são usados para copiar informações que são freqüentemente lidas no HD, de forma a agilizar o acesso a elas. Você pode ver isso funcionando na prática: abra uma janela do OpenOffice ou o Firefox. Da primeira vez demora um pouco para carregar. Feche a janela e abra novamente. Da segunda vez já demorou bem menos, não é?
Isto acontece justamente porque na segunda abertura o sistema acessou boa parte das informações a partir do cache, ao invés de ter de ler tudo novamente a partir do HD ou CD. O cache de disco é um recurso que acelera absurdamente o tempo de carregamento dos programas e arquivos. Com mais memória disponível, o sistema pode fazer mais cache, melhorando perceptivelmente o desempenho.
A terceira questão é que sem swap o sistema não tem para onde correr em situações onde você precisa abrir muitos programas ou executar alguma tarefa que realmente use toda a memória disponível. Sem memória, o sistema vai começar a ficar lento e, em situações mais extremas, os aplicativos começarão a fechar por falta de memória.
Se você tiver bastante espaço disponível no HD, crie uma partição swap de 1 GB ou 2 GB. Se o espaço estiver racionado, crie uma partição menor, de 300 ou 500 MB. O ideal é que a partição swap seja maior em micros com pouca RAM e menor em micros com mais memória.
Para criar a partição swap no gparted, escolha "linux-swap" no campo "Sistema de Arquivos".
Uma dica é que o gparted também pode ser usado para criar partições FAT32 e NTFS do Windows. Ou seja, você pode usá-lo também para particionar um HD para a instalação do Windows ao invés daqueles ultrapassados disquetes de boot do Windows 98. Basta dar um boot com o Kurumin :).
Lembre-se de que o Kurumin ocupa cerca de 1.2 GB ao ser instado, mas você precisará de espaço para guardar seus arquivos e instalar outros programas. O ideal é reservar pelo menos 2 GB para o sistema e mais uns 500 MB (ou mais) de espaço para a partição swap.
Se você tiver mais espaço disponível, aproveite para criar também uma partição extra para armazenar o diretório /home, que veremos como configurar a seguir. Esta partição separada permitirá reinstalar o sistema posteriormente sem perder seus arquivos, que ficarão protegidos numa partição separada.
Em muitos micros é preciso reiniciar depois de modificar o particionamento do HD para que o sistema seja capaz de perceber as alterações. A limitação neste caso é o BIOS da placa-mãe, que em muitos casos só é capaz de ler a tabela de partições do HD durante o boot. Se o instalador reclamar que não existem partições Linux disponíveis, mesmo que você tenha feito tudo corretamente, é provável que seja este seu caso. Reinicie e comece novamente a instalação, dessa vez passando batido pela parte de particionamento.
Depois de particionar o HD, chegamos à parte mais crucial da instalação, que é a cópia dos arquivos propriamente dita. O instalador pergunta se você deseja usar uma partição swap e em qual partição o sistema deve ser instalado. Note que a lista inclui apenas partições formatadas em sistemas de arquivos do Linux, para evitar o clássico acidente de formatar por engano a partição do Windows. Lembre-se de que a sua partição C:\ do Windows é a "/dev/hda1" no Linux.
O Linux suporta vários sistemas de arquivos diferentes. A função do sistema de arquivos é organizar o espaço disponível no HD, criar estruturas que permitem gravar e ler arquivos de forma organizada. Os primeiros sistemas de arquivos suportados pelo Linux, bem no começo do desenvolvimento, eram o Minix e o EXT. Ambos possuíam limitações graves com relação ao desempenho e o tamanho máximo das partições, de forma que ambos foram substituídos pelo EXT2, que continua em uso até hoje.
O EXT2 é um sistema similar à FAT32 do Windows. Os arquivos são organizados de uma forma simples, com o HD dividido em vários clusters (que no EXT2 chamamos de blocos), onde cada cluster armazena um arquivo ou um fragmento de arquivo. Um índice no início do HD guarda uma tabela com os endereços de cada arquivo no HD.
Muita gente gosta desta simplicidade e por isso continua usando o EXT2 até hoje. O problema é que, assim como o FAT32, o EXT2 tem uma grande tendência a perder dados quando o micro é desligado incorretamente (o que num desktop é muito comum). Nestes casos entra em ação o fsck, que vasculha todos os arquivos da partição, de forma a detectar e corrigir erros, da mesma forma que o scandisk do Windows. Os dois problemas fundamentais com o fsck são que:
1- O teste demora muito.
2- Ele só corrige erros simples. Sempre que um problema mais grave é detectado, o carregamento do sistema é abortado e você cai num prompt de recuperação (herança da época em que o Linux era feio, estranho e complicado), onde você precisa conhecer e saber usar os comandos necessários para reparar os erros manualmente.
Ou seja, a menos que você tenha um nobreak e seu micro nunca seja desligado no botão, não use o EXT2. Ele é um sistema obsoleto, assim com o FAT32 no Windows.
Temos em seguida o EXT3, uma evolução do EXT2, que inclui um sistema de journaling. O journal (diário) consiste numa espécie de log, que armazena todas as alterações que são feitas nos arquivos e quando elas foram concluídas.
Quando o micro é desligado incorretamente, o fsck consulta este jornal para corrigir os erros, sem precisar executar o teste completo. Isso diminui bastante o problema, mas não o corrige completamente, pois o journal é na verdade um arquivo, que assim como os outros pode ser perdido. Quando isso acontece, o fsck precisa realizar o teste completo e, caso encontre algum problema, te joga novamente no estúpido prompt de recuperação. Um terceiro problema é que o journal precisa ser atualizado conforme as alterações são feitas, um trabalho extra que reduz o desempenho de leitura e gravação de dados em até 30% em relação ao EXT2.
Finalmente, temos o ReiserFS, que está para o EXT2 e o EXT3 da mesma forma que o NTFS está para o FAT32 no Windows. Ele é um sistema mais moderno, que inclui muitos recursos para a proteção dos dados e do próprio sistema de arquivos no caso de problemas diversos e desligamentos incorretos. O ReiserFS também aproveita melhor o espaço, agrupando arquivos pequenos, de forma que eles sejam gravados de forma contínua. Isso acaba fazendo uma grande diferença, pois no Linux temos uma quantidade muito grande de pequenos executáveis, bibliotecas e arquivos de configuração.
O ReiserFS é um sistema bastante robusto, bem melhor adaptado para suportar os maus-tratos típicos de um desktop, por isso é o sistema recomendado. Você pode ver uma descrição técnica dos recursos do sistema e alguns benchmarks no: http://namesys.com/.
|
- Corrigindo problemas em partições ReiserFS:
Problemas de corrupção de dados no ReiserFS são bastante raros. Mas, caso chegue ao ponto do sistema não dar boot por causa de um problema grave, causado por um desligamento no botão, é possível reparar a partição dando boot com um CD do Kurumin.
Comece (a partir do CD) abrindo um terminal e logando-se como root, usando o comando "sudo su". A partir daí, rode o comando:
# reiserfsck --check /dev/hda1
Ele exibe um aviso: Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):
Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar; caso apenas dê Enter, ele aborta a operação. Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":
# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1
Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.
Se for encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:
# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1
Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Esta operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição até que recomece e realmente termine a operação.
O --rebuild-tree vai realmente corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema caso realmente exista algum problema físico, como, por exemplo, um grande número de setores defeituosos no HD.
|
Outros sistemas "modernos" são o XFS e o JFS, que são otimizados para uso em servidores. Eles também são relativamente populares, mas não são usados no instalador para não aumentar muito o número de opções.
Depois de selecionar a partição e o sistema de arquivos, o instalador confirma mais uma vez se você realmente quer formatar a partição para instalar o sistema. Existe aqui uma opção de atualização escondida, que foi incluída a partir do Kurumin 4.2. Se você responder "Não", o instalador vai copiar os arquivos sem formatar a partição, atualizando uma versão anterior do Kurumin instalada, sem apagar seus arquivos e configurações.
Assim como no Windows, esta opção de atualização é mais propensa a problemas, pois é difícil preservar todos os programas instalados e todas as modificações que foram feitas. Embora a atualização funcione bem na maioria dos casos, alguns programas podem deixar de funcionar (o que pode ser resolvido simplesmente reinstalando-os). Os arquivos e configurações, que são o mais importante, são sempre preservados.
A cópia dos arquivos propriamente dita é muito rápida, de 4 minutos (num PC atual) a 12 minutos (num Pentium II com 128 MB e um CD-ROM de 32x). Embora o sistema fique carregado durante a cópia, nada impede que você navegue ou faça alguma outra coisa enquanto o sistema está sendo instalado. Os dados são copiados diretamente a partir do CD-ROM (que é somente leitura) para dentro da partição, de forma que a cópia não é perturbada mesmo que você crie ou modifique alguns arquivos durante a instalação.
05/02/2010 @ 08:57:33
por rolex
replica watches and tag ...
05/02/2010 @ 08:54:06
por rolex
######################
23/01/2010 @ 21:50:52
por ₢ra¢ker
####################echo################################
19/01/2010 @ 07:26:18
por rolex
From direct spending replica watches to ...
05/01/2010 @ 05:30:43
por replica watches